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Startups e inovação nas grandes empresas, uma simbiose de sucesso!



Atualmente, inúmeras inovações nasceram em startups e é inegável que elas vieram para ficar e revolucionar o cenário mundial. Na década de 90, tendo o Vale do Silício como o berço da revolução tecnológica, diversas startups foram fundadas e se tornaram gigantes do setor de tecnologia, dentre elas:  Google, Amazon, Yahoo e Netscape.

Sabemos que o mercado da internet criou um conceito novo de empresa e negócio. Vejamos os exemplos do Uber e da Airbnb que são plataformas tecnológicas para smartphones que permitem estabelecer conexões entre profissionais interessados em alocar seus serviços ou locar seus imóveis diretamente as pessoas interessadas em contratar tais serviços ou imóveis.

Portanto, estamos falando de parcerias que possibilitem às grandes corporações de manter em seu radar as startups, onde o ambiente fértil e inovador traz excelentes oportunidades de novos modelos de negócios e produtos. As grandes empresas se beneficiam da inventividade e criatividade das startups, cujos custos estão muito abaixo dos centros de pesquisa e desenvolvimento e estas se beneficiam do know-how e aporte financeiro das grandes empresas, que podem conferir escala às inovações.

E, nesse cenário de tamanha revolução tecnológica com a oportunidade de se unir as startups com as grandes empresas, surgem as aceleradoras que tem um papel fundamental para o sucesso desta união. Isso porque são as aceleradoras que irão avaliar a aderência, consistência e performance das aceleradas com o segmento de atuação da companhia, além da necessária escalabilidade.

Nesse sentido, destacamos recente publicação em que o diretor Luca Cavalcanti, do Bradesco afirma: “Quão mais próspero o mercado estiver para as startups, maior serão os benefícios à sociedade e às grandes corporações”.

Luca afirma ao final ainda que: “Essa é uma relação de mão dupla, na qual as startups se beneficiam dos grandes centros de dados, algoritmos, equipamento e financiamento dos bancos, e esses, por sua vez, adquirem novas formas de enxergar o mercado e aprendem como melhorar seus serviços e atendimentos. “Muitas vezes, as startups enxergam mais rápido o que precisa ser feito, com um olhar no que o cliente precisa. É por isso que nós Acreditamos na co-inovação entre grandes corporações e startups”.

Ocorre que a cooperação entre as grandes corporações e startups com a intermediação de aceleradoras, requer prudência e cuidados legais, para que todas as partes tenham suas expectativas atendidas de forma a tornar claro uns para os outros o papel e as responsabilidades de cada partícipe, evitando-se assim contendas futuras. Tais cuidados vão desde a opção pela modalidade de investimento seja mediante a aquisição ou não de participação societária, constituição de sociedade em conta de participação, elaboração de mútuo conversível em opção de compra ou ainda mediante a criação de outro instrumento contratual atípico capaz de salvaguardar os interesses entre empresas e startup.

Neste contexto, uma boa assessoria jurídica se mostra imprescindível, no sentido de optar pela modalidade em que o investimento vai ser estruturado levando sempre em consideração as peculiaridades de cada negócio.

 

Christiane Schramm Guisso - Sócia da Schramm e Hofmann Advogados Associados